terça-feira, 3 de maio de 2011

Mães, super heroínas e outras rosas

Que fofa a amiga Marta (Inha) Wendhausen, via Facebook, babando pelo seu filhotinho, que a partir de hoje agarra a vida pelo rabo e a gira pelo ar: O gurizinho aprendeu a andar! (Boa rima, haha). Tava me rindo há pouco, ao lê-la tratando-o por princeso e lindezo. E postei ali: Quem de nós, mães, não tem uma nova palavra pra incluir no Aurélio? Catorze anos depois de testemunhar os primeiros passinhos do meu super Tiago - e tive tempo de registrar com uma daquelas velhas e boas Kodaks, que sempre estava com filme, exclusivamente para garantir essas memórias - as palavras que criei ficaram anotadas na lembrança, reacesas pelas emoções da (felicíssima) chegada da bela Manoela, um ano e meio depois do irmão.

Embalada pelo Dia das Mães, desafiei lá no meu post pra Marta: Pode atirar (pode surpreender), você que me lê, o primeiro buquê de rosas vermelhas naquelas que, lindamente mães de verdade, traduzem assim o seu amor!
E agora vou alem: Ser mãe não é assim, uma obrigação das fêmeas, apesar de teoricamente todas poderem. Camisinha, melhor nem lembrar agora. Exercer a maternidade, é exclusivamente praquelas que tem em seu interior o poder, a certeza e a sabedoria de auxiliar na formação da personalidade, na educação dos seus para a vida e não para si, para caprichos próprios.

Eu curti tudo e muito a primeira idade dos meus. Filmes de animação da época do Era do Gelo vimos todos. O meu preferido continua sendo Os Incríveis. A Mulher Incrível (Helena Pêra), eu continuo amando. No filme, tem uma cena em que ela diz algo que julgo um dos segredos da relação mãe e filho; orientar, mas transmitir o valor da independência: "Sabe aqueles bandidos de seriado que vocês vêem de manhã? Os de verdade são diferentes, eles não vão hesitar em matar criancinhas como vocês”. Ao falar isso às crianças, a super heroína as deixa sozinhas em uma caverna e sai para enfrentar uns inimigos. Violeta e o irmão ficam ali, arregalados, sem entender direito que até que a mãe volte, tudo depende deles. Contudo, a mãe "sabe" que eles já são capazes; ela "sabe" por qual caminho foram guiados. Se não fosse isso, estariam ralados.

Não é?
Uma mãe genérica teria esse... esse, digamos, feeling?

Eu deixo, de cadeira: Se as mães não orientarem seus passinhos (os quais os primeiros são a coisa que mais desejavam ver no mundo), nunca mais saberão onde foi lançada aquela bichinha, a vida, que os filhos um dia pegaram pelo rabo e giraram pelo ar. As mornas, frouxas e eternamente compadecidas (que caem em prantos diante das birras das crias), que me perdoem e se frustrem: Já é tarde - Nunca mais acharão! E nem lamento.

Reforço o desafio: Pode atirar (pode surpreender), você que me lê, o primeiro buquê de rosas vermelhas naquelas que, lindamente mães de verdade, traduzem seu amor em sabedoria e coragem.

Todas as rosas do planeta eu jogo - despeteladas - em dona Dilma, que me fez gente, mulher, mãe: Por todos os motivos que só depois de eu virar mãe soube que a minha tinha razão (e não é que a gente realmente fica parecida com elas???). Feliz dia a todas as mães se torna pouco diante da empreitada.

Prefiro recriar: Feliz mãe, todos os dias!

9 comentários:

Maru disse...

Maravilhosa MI!!!
Seu texto reflete muito bem o q é ser ou melhor... aceitar ser mãe!! Em tempos em q se vê mulheres depositarem suas crias em latas de lixo , pelo simples fato de não as desejarem! Sou daquele tipo de mãe mãezona mesmo, q ainda lambe a cria mesmo já estando crescida. Sou mãe de minha mãe. Sou mãe dos amigos q assim permitem e não me constranjo em pedir colo quando, assim, necessito. Acho q esta palavra - mãe - já deveria há muito ter-se transformado em adjetivo!

Um beijo à Marcia, amiga mãe! Beijo no coração, minha mãezinha!! E à todas q ainda conservam a pureza do verbo maternar!!

Marcia Silva disse...

Um beijo em você, Marusquinha, mãe, uma gigante em nossas vidas, ainda que virtualmente. Adoro você!

Cíntia disse...

Amei o texto. E eu como mãe de primeira viagem, estou adorando tudo novo na minha vida. A reviravolta que meu anjo Valentin fez nela..agradeço todos os dias!

Marcia Silva disse...

Cíntia,
ao conversar com você, eu morro de saudade dos primeiros anos de maternidade. Achei tão lindo quando você falou que nem sabia que seria tão maravilhoso...! E, realmente, só o é para aquelas que fazem com que seja.
Beijos, sua fofa!

Vanessa disse...

Marcia, lindo seu texto ! Eu estou vivendo a fase de assistir a todos os Era do Gelo e afins :-) e como estou amando ser mãe, nada do que tenha feito até agora foi tão bom qdo isso.

beijos

Marcia Silva disse...

Realmente, Vanessa, nada se compara. Graças, esse é um "pra sempre" que nunca acaba.
Seja bem-vinda. Beijos!
=)

Juliana Bettini disse...

Oi Márcia! Ótima reflexão leva esse seu texto!!! Eu vou confessar que a parte mais difícil da maternidade é ter que aceitar que a minha filha não me pertence... isso chega a doer!!! Mesmo assim, eu sou uma mãe que tenta satisfazer todas as necessidades dela, não todas as vontades. Mesmo com os seus 4 aninhos, procuro impor responsabilidades... pq o mundo vai lhe cobrar tudo isso... Mas todos os dias de manhã eu beijo, cheiro e faço de conta que ela é só minha e de mais ninguém..como se quisesse parar o tempo e ficar alí com o tesouro que o tempo vai me roubar. Eu sei que o que ficará é uma amizade, um amor de mãe e filha... mas esses momentos de hj serão só meus na minha memória. (vou parár pq já to chorando)...

Marcia Silva disse...

Juuu, que comentário carregado de emoção, esse seeeeeuuu!!!
É inevitável lembrar do cheiro de minhas crias, do prazer em (ainda) tê-los por perto. Logo os bandidos da vida real não hesitarão em comê-los - como alertou a Mulher Incrível, no filme -, a menos que estejam preparados para o combate; e essa percepção, esse confronto entre vontade e necessidade, sem sombra de dúvidas, será o diferencial.
Por sorte tambem é o nosso, resultado da reta educação que recebemos.
Beijos, Ju linda!

Misture e Abuse - Blog da Jô disse...

Amigaaaaaaaa.... vou te seguir. Quem sabe assim, me inspiro nesse seu último post....hehehehe
Acho que por enquanto não, é melhor mãe dos filhos dos outros né. Elas educam e eu deseduco.!!!Hhahahaha

Beijooooo
te amo muito e morro se saudades!