sexta-feira, 19 de junho de 2009

Invisível e nonsense

Sem introduções que ponham seu cérebro a queimar fosfato para descobrir sobre o que me refiro agora, de cara começo contando que fui ao cinema conferir a “Mulher Invisível”. Quem salvou o elenco? Fernanda Torres, claro! Nem de longe seriam os protagonistas Selton Mello e Luana Piovani.

Um cara, desolado após ser abandonado pela mulher, atende à porta e a vizinha, toda sensual, lhe pede uma xícara de açucar. A partir daí começa uma história cansativa mesclada à beleza de Piovani.

De tudo, penso que o diretor seja seu fã número 1 e não poderia ter ator pior para fazer par com a atriz.

A maior parte do filme se dá no apartamento de Pedro (Selton), quando ele se delicia com os ‘préstimos’ de Amanda (Luana). Exceto nas cenas em que o casal sai para cinema, jantar e balada, nada mais provoca risos, a menos que você se esborrache de rir assistindo o zorra total ou turma do Didi.

A vizinha real, Vitória, vivida pela atriz Maria Manoella também ficou ofuscada. Uma hora e quarenta de filme, praticamente, e nós ali (eu e minha pipoca), querendo ver comédia, aguardando pelo momento de gargalhar. Não veio...

Aplausos para Fernanda Torres (tão ótima quanto a mãe Fernanda Montenegro), a melhor quando se trata de comédia (saudade de Os Normais) deu o tom em todas as vezes que incentivava Vitória (Maria Manoella) a ‘dar’ atenção para o cara solitário do apartamento ao lado. A aproximação entre a de verdade e o amigo de Pedro teve uma graça particular, legal. Aliás, duas coisas o filme confirma:

Primeira: os homens têm um melhor amigo (que lindo isso para o sexo que se acha tão macho a ponto de nunca admitir que tenha um amigo de verdade). Pedro conseguiu sair de sua neurose graças ao fiel amigo e colega de trabalho, Carlos (Vladimir Brichta). Parceirão durante todo o enredo.

Segunda: sim, os homens pensam com duas cabeças - o roteirista, inclusive. Estendeu pra telona suas fantasias e desejos de ter uma gostosa que lave, passe, cozinhe, prepare o melhor coquetel, ande de calcinha (ou sem) pela casa, esteja a todo o momento disposta pra luxúria, goste de futebol e... ‘só exista com ele’ – fala de Pedro. Se eu fosse homem? Que sonho!

Tenho a impressão que a ala masculina está me chamando de feia, chata e boba por eu estar menosprezando a ‘presença’ da escultural e (nada) fantasmagórica Luana no filme, emoldurada por suas lingeries.

Mas eu lá fui ver mulher bonita? Dessa vez eu nem queria ir ao cinema! Gosto da sétima arte, claro. Mas não amo, não sou cinéfila, minhas idas se resumem em uma ou duas vezes ao mês, conforme o que estiver em cartaz ou a necessidade de abstração, como o que me ocorreu na ida a este filme morno.
Nem criticarei o cinema nacional, que sua para trazer uma estatueta e tem muita produção boa, merecedora. Infelizmente este não convenceu.

Ah, paguei meia-entrada.

=)

E esse friozinho? As previsões divulgam que o calor do final de semana vem para antecipar o clima de inverno. Tudo isso rima com roupa quentinha, calor humano (ao pé da letra), cobertor...

Algo que também rima com inverno é festa junina. Neste sábado à noite tem a da Escola Técnica, aqui em Tubarão. Como boa mãe, levarei a duplinha pra ver os amigos da escola e se divertir na pescaria. Bem-vindo, quentãozinho.

=)

Já doou algum cobertor neste inverno? Pense em algum vizinho necessitado e faça sua campanha. Ao menos você terá certeza do destinho de sua doação. Dica: o bonito da coisa é o bom senso é auxiliar com donativos em perfeito estado de uso. Nada de querer se livrar dos trapos esquecidos numa gaveta: pra isso existe a coleta de lixo.

4 comentários:

Cintia disse...

Tenho que aplaudir este blog.Não sou muito a favor desta liberdade de expressão, pois há colegas que utilizam de maneira errada (NA MINHA OPINIÃO)Não informam quase nada de novo e a auto afirmação é demais (essa palavra mudou com a regra?) hehe.
mas este tenho prazer em ler!!!

dona Marcia disse...

Opa! Minha ousadia em praticar tão publicamente dá liberdade aos leitores: tanto nos comentários contrários (liberdade, eu citei), quanto em outros tão positivos como o seu, Cíntia. Inclusive, reforça o desafio da assiduidade nesta minha brincadeira. Muito obrigada. Abração!

ManúSoprano disse...

Bem,Marcia concordo em partes com a sua crítica realmente Luna rouba a cena. Mas infelizmente a classe masculina pensa na maioria das vezes como o roterista sonham com a "gostosona perfeita". Interessante analisar as diferenças comportamentais entre homem e mulher , enquanto ele sai para "pegar" todas a vizinha chora compra livros, come e trabalha. Outro ponto é o fato dos amigos compartilharem inclusive no trabalho a vida íntima. O mundo ainda é muito machista o filme não pode ser considerado uma comédia em grande estilo mas retrata a realidade da relação com pitadas de humor.

Abraços..

dona Marcia disse...

E é um machismo que, de certa forma, até as mulheres permitem, Manú. Melhor tentar encontrar as pitadas de humor, hehe. Abração, nossa soprano-mor!